23 de ago de 2011

sobre rosas e príncipes

     Parando pra pensar, me comparo um pouco com a rosa de O Pequeno Príncipe. Hora vaidosa, hora orgulhosa, hora dramática. E por vezes, tudo isso junto. Assim, cheia de vontades e contradições, mas acima de tudo, ingênua. Isso era o que prevalecia nela - e em mim. A rosa deixou o Príncipe ir embora afirmando que ia ficar bem, mesmo sozinha, mesmo quando ela não tinha ideia do que fazer, mesmo sabendo que seu planeta ficaria solitário sem ele. Ela afirmou ser forte, querendo convencer mais a si mesma que ao próprio príncipe. E foi corajosa ao deixá-lo partir. E ele foi.
      O príncipe não aguentava mais os caprichos da rosa, então resolveu sair em sua jornada pelo espaço, procurando coisas, lugares e pessoas novas. O que ele não sabia é que ela esperava. Esperava pelo seu retorno algum dia, esperava que de alguma maneira ele tivesse enxergado, enquanto estava fora, que ela era especial, que era dele, mas que precisava que ele lutasse por ela, esperava que ele percebesse que ela merecia e necessitava de muito mais do que cuidados contra o vento forte e contra as larvas que podiam prejudicar suas pétalas.
     Depois de tanto comparar, notei que os meus sentimentos se misturaram com os daquela rosa que só queria atenção. Só queria ser única no mundo, mesmo que existissem milhares de rosas iguais pelo universo. 
     Fico me perguntando se alguém garante que a rosa estava lá quando o principezinho voltou para encontrá-la. Havia passado tanto tempo, e ela ficou sozinha, apenas com seus quatro espinhos. Será que ela suportou o vento forte, as larvas e o baobás? Será que, quando o principezinho voltou, ainda existia algum vestígio dela? Pobre rosa. Era impossível sobreviver sozinha. Ela era efêmera, podia desaparecer com o tempo. E como a rosa, meu sentimento também é efêmero. Se não cuidar para mantê-lo vivo, um dia ele morre.

7 comentários:

Jorge Lima disse...

É! Nós queremos ser tão fortes, e confudimos força com egocentrismo. Queremos uma força que se alicerce em nós enão no outro. Por isso que nos enxergamos tão só, incompreensiveis e isolados.

Bruna disse...

Adorei o texto, é sempre importante deixar a pessoa amada ir, mas ela tem que ter consciência que quando voltar, talvez não estejamos mais lá.
Adorei o blog, vou seguir :*

Cristian Scheuer disse...

Belo texto, muito bem escrito.
As vezes me sinto assim também, de varias formas diferentes e as vezes todas estas formas junto.
Muitas vezes não gostamos de admitir certas fraquezas, preferimos ser teimosos em afirmar coisas que no fundo não queremos. Deixamos partir quem quando na verdade queremos implorar para ficar, dizemos que vamos ficar e bem e que somos fortes quando na verdade nada ficara bem, mas damos um jeito de aguentar...

Juliana Dee disse...

Own *_*
Amei seu blog, vc é tão fofa e escreve super bem.
Sou fã do Pequeno Príncipe e me considero uma rosa também e desse tipo. Na realidade, todos temos momentos. Ninguém é a mesma coisa sempre e as vezes é melhor deixar o que amamos livre. Por mais que nosso coração não aguente. Porque se a pessoa ama de verdade, ela volta
Estou te seguindo
BEIJOS

Anônimo disse...

lindo, maravilhoso esse texto da rosa! amei!!

equipeloveme disse...

Olá,
Adorei o seu blog e o conteúdo dele.
Tem post novo no nosso blog, dá uma passadinha lá? =)
Que você tenha um excelente final de semana!
Beijão

http://www.thepastimeloveme.blogspot.com/

Brunna Gurgel P. disse...

Como sempre tuas palavras falam por mim. Parabéns, bela flor.